Óleo de coco: aliado dos atletas

Ele melhora o desempenho, o ganho de massa muscular, além de auxiliar a perda de peso. Entenda como essa fonte de gordura boa pode ser benéfica para quem pratica atividade física. Na entrevista para a Saudável Confraria, nutrólogo Dr. Hugo C. Neves (www.nutrologo.org) tira as dúvidas sobre o assunto:

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Qual a diferença entre a energia do carboidrato e a do óleo de coco?

A principal diferença é que o corpo consegue produzir energia através do óleo de coco sem causar picos elevados de glicose no sangue e, consecutivamente, de insulina. E são esses picos que geram grandes problemas a médio/longo prazo, como: o aumento da resistência insulínica e o estado inflamatório do corpo, favorecendo o surgimento das doenças crônicas (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, Alzheimer, entre outras). Por isso, os novos estudos vêm comprovando que as dietas com níveis baixos de carboidratos e altos de gordura são anti-inflamatórias.

 Como tiramos a energia do óleo de coco?

A composição do óleo de coco apresenta triglicerídeos de cadeia média (64%), que, diferentemente dos de cadeia longa (presente em outros tipos de gordura), não ficam circulando na corrente sanguínea e são enviados diretamente para o fígado e convertido em energia, sem causar aumento da glicemia, nem da insulina e não se acumulam no organismo.

Qual a quantidade recomendada do óleo de coco para a atividade física (antes, durante e depois)?

Varia de acordo com o planejamento nutrológico diário e com o nível de treinabilidade, mas de modo geral, 1 colher de sopa de óleo de coco antes dos treinos contribui para o fornecimento de energia durante exercícios de intensidade leve ou moderada e de longa duração.

Durante um treino longo e uma prova longa como meia-maratona e maratona é possível ter energia só com o óleo de coco ou nesse caso também é recomendado o uso do carboidrato?

Quanto mais treinado o indivíduo está e se ele tem um acompanhamento nutrológico adequado, maior é a sua capacidade de utilizar a gordura corporal como combustível. Mas pode sim haver a necessidade de utilizar também o carboidrato dependendo do tipo de treino.

Essa troca do carboidrato pelo óleo de coco é benéfica em quais casos? Todo mundo pode se beneficiar com isso?

Nesse caso, somamos dois fatores importantes:

1) O benefício do próprio óleo de coco: termogênico, aumenta a saciedade, melhora no sistema imunológico, oferece substrato energético para a atividade física, anti-inflamatório, antioxidante e auxilia a digestão (tratamento da disbiose intestinal).

2) Benefícios de um dieta de baixo carboidrato (quando acompanhada corretamente): anti-inflamatório, prevenção das doenças crônicas, melhora da performance atlética, aumento da massa muscular, regulação do peso corporal com a diminuição da taxa de gordura corporal e a diminuição dos problemas causados pelos excessos de carboidratos.

Se fosse outra gordura boa também resolveria ou o óleo de coco especificamente tem mais benefícios para o atleta?

Utilizadas com supervisão, as gorduras boas também podem ser utilizadas como fornecimento de energia para atividade física. Entretanto, cada nutriente (como o óleo de coco) tem seus benefícios funcionais que também devem ser avaliados.

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