Alimentos inflamatórios

Entenda como o seu corpo entra em um processo inflamatório que pode desencadear uma série de doenças. Saiba quais os alimentos podem prevenir isso e quais você deve evitar! O nosso parceiro Dr. Hugo C. Neves, nutrólogo, do Rio de Janeiro, explica tudo na entrevista a seguir.

aliments-inflamatorios

1- A inflação “boa” é uma resposta do organismo para protegê-lo quando machucamos um dedo e ele infla, por exemplo? Mas qual a diferença entre esta inflamação “boa” e a crônica no organismo? 

Classificamos as inflamações como aguda ou crônica. A inflamação aguda, que ocorre logo após uma lesão, é um mecanismo de defesa do nosso organismo (caracterizada por calor, vermelhidão, inchaço e dor no local) para neutralizar o agente agressor. Por isso, também é reconhecida como inflamação “boa”. A inflamação crônica é quando o processo inflamatório persiste por mais de três meses, podendo durar anos e os sintomas podem não ser muito visíveis. Neste caso, a inflamação muito agressiva ou por longo período, pode passar a atacar além do “agente agressor” e destruir células normais, dando início a outras doenças graves.

2- O que leva à inflamação crônica? Só alimentos ou vida sedentária, falta de sono e estresse também?

Principais Causas: resposta imune desregulada (doenças autoimunes), a incapacidade de eliminar a causa da inflamação aguda e substâncias agressoras em contato com o organismo frequentemente – onde engloba um dos principais fatores de risco: nossa alimentação. Existem muitos fatores que desempenham um papel importante na formação e na manutenção da inflamação no nosso corpo. São eles: dieta não saudável, falta de atividade física, alergias e/ou doenças crônicas, estresse diário, sono insatisfatório e sobrepeso.

3- Como podemos prevenir essa inflamação crônica?

Alguns fatores, como a idade, não podemos alterar. Mas a melhor prevenção é eliminarmos ao máximo os fatores de risco: fazer atividade física regularmente (mínimo de 30 minutos por dia), regularizar ou tratar afecções crônicas, respeitar seu momento de sono, buscar soluções para o estresse diário e, claro, promover uma alimentação saudável e equilibrada ao seu organismo.

4- Quais são os alimentos mais indicados para prevenção?

Oriento adicionar alimentos de fácil acesso: tomate, azeite de oliva extravirgem, vegetais de folhas verdes escuras (agrião, brócolis, couve), nuts (tenho preferência pelas nozes), peixes ricos em Ômega 3 (salmão, sardinha, atum), frutas (Laranja, limão, morango, maça, framboesa, amora) e gengibre.

5- Quais são os alimentos mais inflamatórios que devemos evitar?

O grande vilão que temos hoje e está presente na maioria da dieta diária dos brasileiros é o trigo. Não estou falando só do glúten, mas do trigo como um todo que, além de todos os seus malefícios, é altamente inflamatório e um dos principais causadores da disbiose intestinal – alteração da permeabilidade e absorção dos nutrientes no intestino. Outros alimentos inflamatórios são: os alimentos ricos em gordura insaturada, frituras em óleos vegetais, refrigerantes, leite e açúcar.

6- Quais são os sinais gerais que indicam que estamos com essas inflamações alimentares?

Podem ocorrer sintomas não específicos como: alterações gastrointestinais (diarreias, prisão de ventre), mal-estar geral, sensação de falta de energia, insônias e depressão. Como isso também pode ser assintomático por um longo tempo e favorecer o surgimento da hipertensão arterial, por exemplo.

7- E quais doenças essas inflamações podem causar se não mudarmos nossos hábitos?

Podem desencadear doenças como o diabetes, a hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doença de Alzheimer e Parkinson, doenças autoimunes e vários tipos de câncer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *