Uma vaga tão sonhada

Uma vaga tão sonhada

 

Aos 36 anos, o baiano Igor Costa garantiu uma vaga para o Iron mais desejado de todos: o Campeonato Mundial de Ironman em Kona, no Havaí, que é considerado o Olimpo dos triatletas. Essa recente conquista foi durante o Ironman Fortaleza 2016 realizado há uma semana. E logo na estreia do atleta nessa distância! Para ele, foi um marco, uma nova fase no triathlon, um grande desafio em vários sentidos.

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“O Ironman Fortaleza foi sensacional pra mim. Durante a maratona, por várias vezes me veio vontade de chorar de emoção. Tive um problema exatamente 30 dias antes da prova, um forte dor na região do glúteo que depois se intensificou na ligação sacro-ilíaco. Interrompi o treinamento, voltei a nadar leve faltando 21 dias para a prova e voltei a subir na bicicleta faltando apenas 10 dias para o evento. A corrida seria o desafio. Tentei correr 5km uma semana antes, ainda sentia o incômodo; no dia seguinte, corri 9km. Não tinha confiança para seguir em frente, mas eu precisava acreditar e deu certo! Cheguei chorando, pensando em tudo que passei, no apoio da minha esposa Taíse e dos meus filhos Yuri (12 anos) e Cauã (6 anos)”, relatou.

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Agora é continuar treinando muito e aguardar com otimismo e entusiasmo o Kona, em outubro de 2017. “Espero chegar super treinado, sem nenhum problema e fazer o meu melhor, penso sempre em ser campeão”, diz.

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O dia a dia do triatleta

 

Uma rotina cheia de atividades físicas como todo atleta de performance deve ter faz parte da agenda do nosso campeão. “Treino todos os dias. E meu coach, Marcus Fernandes, insere um descanso ativo a cada 15 dias. Durante a semana, a rotina básica é o seguinte: Natação de 4 a 5 vezes – volume total em torno de 12 a 18mil metros; Ciclismo de 3 a 5 vezes – total de 200 a 500 km; Corrida de 4 a 5 – de 40 a 120 km”, conta o atleta.

 

Mesmo não sendo muito fã do trabalho de reforço muscular, Igor sabe que ele é fundamental para seu desempenho. “Não sou muito bom na parte de fortalecimento, procuro fazer porque sei da importância, acho a musculação muito monótona, gosto muito de calistênia”, conta.

 

Cuidar da parte nutricionista também é um fator importante. “Minha alimentação é normal, mas não como guloseimas nem frituras, não gosto desse tipo de comida. Então, como muita folha, verdura, legumes etc”, conta.

 

Conquistas mais importantes:

– 6 vezes Campeão Baiano Elite (2004/2005/2006/2007/2008 e 2013)

– Top 5 Campeonato Brasileiro de Longa Distância (2015)

– 3º Lugar Ironman 70.3 Miami (Categoria 30-34 anos)

– 4º no Tritanium Porto Seguro Elite (2015)

– Vice- campeão Brasileiro Sprint Elite (2006)

– 4º Lugar no Campeonato Brasileiro de Duathlon Elite (2005)

– Top 10 Campeonato Brasileiro de Longa Distância Elite (2001/2002/2003)

– Vice-Campeão Brasileiro de Cross-Triathlon Elite (2002)

– 3º Lugar Triathlon de Longa Distância do Ceará (2003).

 

O amor pelo esporte

Igor deixa uma mensagem para quem também ama o triathlon, seja para o iniciante ou quem já é mais experiente. Afinal, a paixão pelo precisa andar lado a lado com tantos treinos e dedicação.

“O triathlon é fascinante. Quem está começando deve ir com cautela, procurar a orientação de um profissional de educação física, ter paciência, curtir cada nova distância. É importante saber que é um esporte que requer tempo de maturação para estar bem adaptado – no mínimo 3 anos. O triathlon é um estilo de vida, então, esse é meu estilo de viver com muita disciplina: dormir cedo, acordar mais cedo ainda, sentir a saúde e a vitalidade… Encontro paz e liberdade no esporte, ensinamentos que servem para qualquer coisa na vida”, revela.

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Maratona de Amsterdam 2016

Maratona de Amsterdam 2016

 

Mais uma? Sim. Foi verdade. Mais uma! Logo de cara, eu faço questão de te lembrar: Seja Feliz! Siga Seus instintos! Tenha FÉ ! #Redefinaseuimpossível.

A maratona de Amsterdam foi a minha sexta maratona de 2016 e cada uma das maratonas corridas teve sua história particular! Sabe que eu adoro escrever porque me faz reviver o momento… Cada prova teve seu momento de baixa, seu momento de superação e graças a Deus, o momento de vitória! Vitória para nós, que somos corredores amadores, é o simples fato de chegar ao final e pegar aquela medalha de finisher! Para quem nunca viveu esse momento, pode pensar que é coisa de maluco gastar tanto tempo, gastar dinheiro e “só” ganhar uma medalha de finisher. Os que são corredores sabem que aquele pedaço de metal é o símbolo que representa nossa superação! É a representação do “eu posso”, “eu consigo”! Não depende de quem ganhou a maratona, para cada um de nós, o finisher representa nossa vitória pessoal. Nossa afirmação que podemos realizar o que nos propomos. Nossa alegria!

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Bem, agora vamos falar especificamente da Maratona de Amsterdam.

Aliás, antes eu preciso contar para você como é particular a cidade de Amsterdam. Primeiro: O local é praticamente plano e claro, a geografia do lugar (por onde andei na Holanda tudo era plano) influencia fortemente nos hábitos, cultura e comércio. Nunca vi tanta gente de bicicleta na minha vida, digo que tinha mais bicicleta por metro quadrado que eu já tinha visto em Berlim! Essa quantidade de bicicletas chega ser complicada, pois as ciclovias são “coladas” na calçada ou em parte da calçada. E o pior, “estacionam” muitas bicicletas no raro espaço que os pedestres têm para caminhar. Correr na ciclovia: não tentei por não ter tido coragem. Definitivamente, teria sido atropelado por uns 50 ou mais ciclistas em um mero quarteirão. Esse fato me complicou para treinar nos dias que antecediam a prova. Tinha que caminhar até o parque para depois correr, ainda bem que eu estava hospedado perto do parque. Finalizando sobre a cidade: o transporte público é perfeito, até para sair do aeroporto pode-se pegar um trem e depois metro, Tran e/ou ônibus até o hotel ou qualquer outro local que queira ir. Fica a dica: taxis são necessários para casos raros. Baixe o aplicativo 9292 e aprenda usá-lo.

 

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Agora sim. Vou contar sobre a maratona. Competição praticamente plana, muito bem organizada e que deve crescer ano após ano. O clima em outubro é historicamente instável, no mesmo dia chove, faz frio e calor. Este ano o dia da maratona foi perfeito. A entrega do Kit e a expo (não muito grande) acontecem no mesmo local da largada e da chegada. Legal porque você já pode simular como irá chegar no dia da competição.

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Na Expo, entrega do kit

 

A largada principal acontece a partir das 10 horas. Amanheceu às 8h05. Um ponto que definitivamente me atrapalhou foi o fuso horário. São 5 horas a mais e por mais que tentei fazer uma adaptação prévia não tive sucesso! Ou seja, enquanto no Brasil seriam 3h da madrugada, lá eram 8h da manhã e o organismo deveria se comportar adequadamente: tendo despertado plenamente, ter ido ao banheiro etc. O local também é diferenciado porque largamos e posteriormente chegamos de dentro do Olympik Stadium, a emoção aumenta! Estrutura de som, banheiros bem dispostos, nossos amigos e familiares podem assistir das arquibancadas. Muito bom!

 

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A largada acontece por onda conforme o tempo dos atletas. Isso é muito bom, mas pode atrapalhar, por exemplo: eu estava no pelotão que corria entre 3:00 a 3:30. Garanto que quem corre em 3 horas vai mais forte que quem corre em 3:20, por exemplo. Ou seja, estar em um pelotão pode te enganar e te forçar a fazer um início de prova mais forte o que normalmente te leva a uma quebra. Eu já tive essa experiência e me segurei (esse foi um dos meus erros na Disney)! O interessante é que a gente acaba “marcando” algumas fisionomias do pelotão e, se usarmos uma boa estratégia, essa pode ser uma boa referência de ritmo.

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Sobre o percurso: Conforme falei, é praticamente plano. O que me incomodou foram alguns trechos que possuem pavimento tipo “bloquetes”, eu tenho dificuldades para manter equilíbrio enquanto corro e esse fato me incomodou. Tem também os vincos dos trilhos dos trans (transporte público que comentei anteriormente, tipo metro de superfície) requer atenção, pois pode torcer o pé ou pisar em falso. O visual de todo percurso é muito bonito, principalmente quando corremos margeando um canal.

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A minha competição foi bem interessante, novamente um aprendizado. Saí e o corpo não quis responder com a velocidade que eu havia me programado. Pernas pesadas. Mas eu estava com boas lembranças das maratonas de SP (julho) e BSB (setembro) e isso me ajudou muito! Resolvi curtir a prova e desligar a cabeça do meu objetivo inicial que era terminar na casa de 3h15. Cantei. Sorri. Brincava com as pessoas. Deu certo! No KM 18, as coisas começaram a fluir, a leseira foi passando e fui encaixando o ritmo que tinha planejado, média de 4min40s por km para menos. Quanto mais a prova evoluía, melhor o corpo respondia! Foi muito bom! Prova progressiva onde terminei forte! Lembram quando falei das fisionomias dos corredores do pelotão? Todos que me passaram estavam ficando para trás e com fisionomia exausta. Tempo final 3h23min, acima do tempo que tinha feito em Brasília (3h20) que tinha percurso e clima muito mais duros. Mas o importante: dever cumprido! Gratidão por estar ali naquele momento! Gratidão por ter recebido a enorme graça de poder correr 6 maratonas, fora outras provas, em 2016. Gratidão por ter feito 3 dessas maratonas fora do meu País. Gratidão por ter corrido a Maratona de Boston em abri! Gratidão pela minha família, pelos amigos, pelo trabalho! Plena certeza que tudo que sou e que posso fazer é graça divina! Pedido pelos que estão juntos comigo nesta caminhada! Pedido para todos termos um 2017 com paz, conquistas e aprendizado.

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6 x finisher em Maratonas em 2016

Deus no Comando!

Obrigado!

Maratona – nunca se esqueça dos fundamentos!

Maratona – nunca se esqueça dos fundamentos!

Maratona da Asics City de São Paulo 2016. Essa foi minha quarta maratona do ano e a que obtive o melhor tempo em 2016. Além disso, corri energizado até o final, fiz uma prova alegre e confiante, foi a que mais me senti bem o tempo todo com relação a todas deste ano até agora. Posso afirmar que esse sentimento é o melhor de todos: correr alegre e confiante!

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Bittar de volta ao Triathlon

Bittar de volta ao Triathlon

Espero que tenham sentido saudade dos meus textos no blog da Saudável Confraria…..

Hoje eu vou contar para vocês sobre uma prova de Triathlon, na distância meio Ironman ou Ironman 70.3 (medida total em milhas). Essa competição marcou meu retorno ao Triathlon após 2 anos. Vou contar um pouco sobre esse tipo de prova e dar algumas impressões pessoais além de expressar meus sentimentos sobre essa volta.

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Atletas amadores conduzem a tocha olímpica

Atletas amadores conduzem a tocha olímpica

Alguns momentos na vida são de engasgar as palavras

mesmo para quem tem fôlego de atleta…

Roberto

“A chama olímpica vai espalhar os valores olímpicos de tolerância, solidariedade e paz a todos os brasileiros e a todas as pessoas do mundo. O esporte junta as pessoas no espírito da amizade e do respeito. Em um mundo abalado por crises, a mensagem que a humanidade é maior do que as forças que nos separam é mais relevante do que antes. É a primeira vez que os Jogos Olímpicos acontecem na América do Sul. O Rio de Janeiro, com apoio de todos os brasileiros, vai promover um espetáculo.” (Thomas Bach – Presidente do Comitê Olímpico Internacional – fonte : http://www.brasil.gov.br/esporte/2016/04/chama-olimpica-e-acesa-e-marca-inicio-simbolico-dos-jogos-rio-2016)

A Chama Olímpica é acesa na Grécia, berço dos jogos olímpicos, por raios de sol, em uma cerimônia cercada de significado.  Passou por outros países e chegou ao Brasil no início de maio de 2016. Iniciou seu “passeio” por aqui em Brasília e vai percorrer 329 cidades até chegar ao Rio de Janeiro, no Maracanã, quando a última tocha acende uma pira dando início aos Jogos Olímpicos de 2016.

Assim, estar entre os 12 mil condutores da Tocha Olímpica é motivo de muita emoção, honra e orgulho. A Tocha Olímpica brasileira foi considerada uma das mais bonitas criadas até hoje. Nela ocorre a queima o fogo olímpico até chegar ao seu destino final (existem lanternas com fogo olímpico original caso ocorra algum problema).

Os atletas Roberto Bittar e Silvio Caetano foram selecionados para serem condutores e compartilham um pouco desse sentimento conosco.

Roberto Bittar, nosso querido Ironman, fala sobre este dia especial:

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Colunista do nosso site com a série “Road to Boston”, o triatleta e maratonista Roberto Bittar conduziu a tocha em Anápolis (GO), no dia 04 de maio. A cidade foi a segunda do Brasil por onde o fogo “adormeceu”

“Foi uma emoção muito intensa conduzir o fogo olímpico, aliás, esse sentimento começou bem antes. A ansiedade para ser um dos escolhidos era grande. Participei do concurso da Nissan por indicação da minha esposa. Ser atleta e poder participar deste momento histórico no nosso País me deixou muito feliz. Foram 200 metros, mas posso dizer que nesse momento fiquei cego pela emoção. O momento congelou, mas o tempo passou muito rápido. Estar nas Olimpíadas é o sonho de qualquer atleta. Minha paixão pelo esporte começou aos 30 anos no triatlo. Em resumo, eu não teria menor chance de chegar às Olimpíadas para competir e poder participar deste momento. Então, a condição de condutor já marcou profundamente minha história. Ter sido um dos escolhidos é uma forma de reconhecimento pela história que escrevi e que pretendo continuar escrevendo no esporte amador. Para mim, o espírito olímpico reflete a pureza da disputa esportiva, onde o atleta não pensa no financeiro e sim na vitória pelo seu País. As olimpíadas envolvem várias modalidades esportivas e esse fato é outro grande diferencial”.

 

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Silvio Moura Caetano, maratonista, também descreve essa sensação única:

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O maratonista Silvio Moura Caetano participou do revezamento da tocha em Goiânia (GO)

“Conduzir a Tocha Olímpica na minha cidade foi uma experiência que eu nunca vou esquecer. Nem nos meus mais ambiciosos sonhos de conquista pessoal, imaginei que um dia pudesse estar conduzindo o maior símbolo mundial do esporte, além de propagar valores como a diversidade e inclusão.

Há seis anos, estava trilhando o caminho da obesidade e sofrendo todas as suas consequências – isso já no alto dos meus 40 anos de idade. Decidi, então, através de incentivo da minha esposa, a começar a fazer atividade física, reeducação alimentar e hoje sou um maratonista. Resolvi que queria envelhecer com saúde e deixar isso como exemplo para minha família, principalmente após perder minha mãe por problemas de cardiopatia e meu pai, por problemas na próstata.

Eu me inscrevi no programa de voluntários dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e, depois de passar por todos os processos de seleção, fui aprovado. Isso já foi outro sonho realizado, já que nunca vou poder participar como atleta. Minha primeira escala já saiu para trabalhar nos Jogos Paralímpicos. Vai ser uma grande oportunidade de conhecer outras culturas e colaborar para poder transmitir ao mundo uma boa imagem da minha nação.

Minha indicação para a condução da tocha olímpica foi uma iniciativa do Comitê Olímpico. Eles fizeram uma campanha nacional para escolher 27 voluntários entre os 50.000 aprovados para que cada um representasse seu respectivo Estado. Para isso, todos os interessados deveriam postar um vídeo no Youtube que falasse um pouco de nós e justificar o desejo de carregar a tocha olímpica. O vídeo mais acessado de cada Estado seria o vencedor. Resolvi tentar a sorte e, graças aos amigos que ajudaram a compartilhar o vídeo, o meu foi o mais acessado de Goiás. Ganhei, então, o direito de ser o condutor da tocha olímpica com a missão de representar todos os voluntários do meu Estado que estarão trabalhando nos Jogos Olímpicos: uma grande honra e uma grande responsabilidade.

Aproveitei cada segundo dessa grande experiência. Tudo acontece muito rápido e é uma explosão de emoções que mistura sua história de vida, apoio da família, paixão pelo esporte, torcida dos amigos etc. Tive o privilégio de carregar a tocha por um dos pontos mais movimentados do Centro da minha cidade, com uma multidão nas ruas se acotovelando para me ver passar com a tocha, tirando fotos, querendo registrar aquele momento que talvez nunca mais vivenciarei, mas que foi escrito e registrado para sempre na história dos Jogos Olímpicos”.

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E o mais legal disso tudo é dividir esse momento com os amigos para eternizar a emoção
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