Maratona – nunca se esqueça dos fundamentos!

Maratona – nunca se esqueça dos fundamentos!

Maratona da Asics City de São Paulo 2016. Essa foi minha quarta maratona do ano e a que obtive o melhor tempo em 2016. Além disso, corri energizado até o final, fiz uma prova alegre e confiante, foi a que mais me senti bem o tempo todo com relação a todas deste ano até agora. Posso afirmar que esse sentimento é o melhor de todos: correr alegre e confiante!

Leia mais

Bittar de volta ao Triathlon

Bittar de volta ao Triathlon

Espero que tenham sentido saudade dos meus textos no blog da Saudável Confraria…..

Hoje eu vou contar para vocês sobre uma prova de Triathlon, na distância meio Ironman ou Ironman 70.3 (medida total em milhas). Essa competição marcou meu retorno ao Triathlon após 2 anos. Vou contar um pouco sobre esse tipo de prova e dar algumas impressões pessoais além de expressar meus sentimentos sobre essa volta.

Leia mais

Os benefícios do jejum intermitente

Os benefícios do jejum intermitente

Ao ouvir a palavra jejum, algumas pessoas já pensam que vão passar fome, sentir fraqueza ou ainda que vão perder massa muscular… Mas isso só acontece em períodos muito prolongados de jejum ou da falta de uma alimentação nutritiva durante o dia. E não é assim que funciona o jejum intermitente programado indicado e orientado por especialistas. Com ótimos resultados, o jejum melhora a resistência à insulina, leva à perda de peso e de gordura corporal, entre vários outros benefícios.

Leia mais

Corrida acompanhada

Corrida acompanhada

Um corredor para outro corredor.  Assim funciona o desafio do pacer ou coelho como é conhecido o marcador de ritmo oficial contratado pela organização de uma prova. Mas durante os treinamentos e corridas, muitos treinadores e amigos desempenham essa mesma linda função que, na verdade, tem um nobre sentimento: a vontade de ajudar, se doar. E o objetivo é um só: cruzar a linha de chegada cumprindo determinada missão desejada pelo corredor para aquele desafio.

Leia mais

Atletas amadores conduzem a tocha olímpica

Atletas amadores conduzem a tocha olímpica

Alguns momentos na vida são de engasgar as palavras

mesmo para quem tem fôlego de atleta…

Roberto

“A chama olímpica vai espalhar os valores olímpicos de tolerância, solidariedade e paz a todos os brasileiros e a todas as pessoas do mundo. O esporte junta as pessoas no espírito da amizade e do respeito. Em um mundo abalado por crises, a mensagem que a humanidade é maior do que as forças que nos separam é mais relevante do que antes. É a primeira vez que os Jogos Olímpicos acontecem na América do Sul. O Rio de Janeiro, com apoio de todos os brasileiros, vai promover um espetáculo.” (Thomas Bach – Presidente do Comitê Olímpico Internacional – fonte : http://www.brasil.gov.br/esporte/2016/04/chama-olimpica-e-acesa-e-marca-inicio-simbolico-dos-jogos-rio-2016)

A Chama Olímpica é acesa na Grécia, berço dos jogos olímpicos, por raios de sol, em uma cerimônia cercada de significado.  Passou por outros países e chegou ao Brasil no início de maio de 2016. Iniciou seu “passeio” por aqui em Brasília e vai percorrer 329 cidades até chegar ao Rio de Janeiro, no Maracanã, quando a última tocha acende uma pira dando início aos Jogos Olímpicos de 2016.

Assim, estar entre os 12 mil condutores da Tocha Olímpica é motivo de muita emoção, honra e orgulho. A Tocha Olímpica brasileira foi considerada uma das mais bonitas criadas até hoje. Nela ocorre a queima o fogo olímpico até chegar ao seu destino final (existem lanternas com fogo olímpico original caso ocorra algum problema).

Os atletas Roberto Bittar e Silvio Caetano foram selecionados para serem condutores e compartilham um pouco desse sentimento conosco.

Roberto Bittar, nosso querido Ironman, fala sobre este dia especial:

IMG_2386
Colunista do nosso site com a série “Road to Boston”, o triatleta e maratonista Roberto Bittar conduziu a tocha em Anápolis (GO), no dia 04 de maio. A cidade foi a segunda do Brasil por onde o fogo “adormeceu”

“Foi uma emoção muito intensa conduzir o fogo olímpico, aliás, esse sentimento começou bem antes. A ansiedade para ser um dos escolhidos era grande. Participei do concurso da Nissan por indicação da minha esposa. Ser atleta e poder participar deste momento histórico no nosso País me deixou muito feliz. Foram 200 metros, mas posso dizer que nesse momento fiquei cego pela emoção. O momento congelou, mas o tempo passou muito rápido. Estar nas Olimpíadas é o sonho de qualquer atleta. Minha paixão pelo esporte começou aos 30 anos no triatlo. Em resumo, eu não teria menor chance de chegar às Olimpíadas para competir e poder participar deste momento. Então, a condição de condutor já marcou profundamente minha história. Ter sido um dos escolhidos é uma forma de reconhecimento pela história que escrevi e que pretendo continuar escrevendo no esporte amador. Para mim, o espírito olímpico reflete a pureza da disputa esportiva, onde o atleta não pensa no financeiro e sim na vitória pelo seu País. As olimpíadas envolvem várias modalidades esportivas e esse fato é outro grande diferencial”.

 

IMG_2475

Silvio Moura Caetano, maratonista, também descreve essa sensação única:

Silvio
O maratonista Silvio Moura Caetano participou do revezamento da tocha em Goiânia (GO)

“Conduzir a Tocha Olímpica na minha cidade foi uma experiência que eu nunca vou esquecer. Nem nos meus mais ambiciosos sonhos de conquista pessoal, imaginei que um dia pudesse estar conduzindo o maior símbolo mundial do esporte, além de propagar valores como a diversidade e inclusão.

Há seis anos, estava trilhando o caminho da obesidade e sofrendo todas as suas consequências – isso já no alto dos meus 40 anos de idade. Decidi, então, através de incentivo da minha esposa, a começar a fazer atividade física, reeducação alimentar e hoje sou um maratonista. Resolvi que queria envelhecer com saúde e deixar isso como exemplo para minha família, principalmente após perder minha mãe por problemas de cardiopatia e meu pai, por problemas na próstata.

Eu me inscrevi no programa de voluntários dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e, depois de passar por todos os processos de seleção, fui aprovado. Isso já foi outro sonho realizado, já que nunca vou poder participar como atleta. Minha primeira escala já saiu para trabalhar nos Jogos Paralímpicos. Vai ser uma grande oportunidade de conhecer outras culturas e colaborar para poder transmitir ao mundo uma boa imagem da minha nação.

Minha indicação para a condução da tocha olímpica foi uma iniciativa do Comitê Olímpico. Eles fizeram uma campanha nacional para escolher 27 voluntários entre os 50.000 aprovados para que cada um representasse seu respectivo Estado. Para isso, todos os interessados deveriam postar um vídeo no Youtube que falasse um pouco de nós e justificar o desejo de carregar a tocha olímpica. O vídeo mais acessado de cada Estado seria o vencedor. Resolvi tentar a sorte e, graças aos amigos que ajudaram a compartilhar o vídeo, o meu foi o mais acessado de Goiás. Ganhei, então, o direito de ser o condutor da tocha olímpica com a missão de representar todos os voluntários do meu Estado que estarão trabalhando nos Jogos Olímpicos: uma grande honra e uma grande responsabilidade.

Aproveitei cada segundo dessa grande experiência. Tudo acontece muito rápido e é uma explosão de emoções que mistura sua história de vida, apoio da família, paixão pelo esporte, torcida dos amigos etc. Tive o privilégio de carregar a tocha por um dos pontos mais movimentados do Centro da minha cidade, com uma multidão nas ruas se acotovelando para me ver passar com a tocha, tirando fotos, querendo registrar aquele momento que talvez nunca mais vivenciarei, mas que foi escrito e registrado para sempre na história dos Jogos Olímpicos”.

Silvio 1

IMG_2189
E o mais legal disso tudo é dividir esse momento com os amigos para eternizar a emoção
Página 1 de 3123