Guiados 42km195m pelo coração

Com catarata congênita, Danilo nasceu com 20% da visão. Entre 11 anos  e 12 anos de idade, já não enxergava completamente. Só que isso nunca foi motivo para ele deixar de realizar os seus sonhos mais desafiadores. Um deles foi cruzar a linha de chegada dos 42km195m e, hoje, aos 40 anos idade, Danilo pode ter o orgulho de dizer que já comemorou por duas vezes essa conquista!

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A primeira maratona foi a de Curitiba, em 2016, e a segunda foi a recente do Rio, em 18 de junho deste ano. Duas provas completamente diferentes para ele. “A primeira é sempre um marco, um novo patamar, o feito de ter concluído uma maratona. Já a segunda foi bastante diferente para mim. Eu havia passado por uma lesão no joelho e estava tenso, inseguro, com muito medo, não sabia o que ia acontecer. Só não abortei essa maratona porque era no Rio de Janeiro, uma cidade que eu adoro. Mas o Augusto Bahiense, fisioterapeuta da All Sports, me garantiu que eu completaria a prova mesmo não sendo no tempo eu gostaria”, conta Danilo.

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Até o km 15 Danilo estava muito bem no Rio. Depois o cansaço começou a bater, mas ele não sentiu nenhuma dor da lesão na prova. E assim, administrando esse cansaço, seguimos até o fim e cruzamos aquela linha de chegada da mesma forma que largamos: correndo com emoção, alegria, fazendo o que mais amamos e sem caminhar ou trotar. Apenas paramos nos pontos de hidratação para tomar água em segurança devido à nossa condição de corrida especial por estarmos unidos a uma corda. E foi muito importante essa recuperação em cada ponto de água para que o Danilo seguisse firme até o fim, com o novo propósito ainda mais ousado que é fazer em 2018 a ultramaratona Comrades, na África do Sul.

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Do Pontal do Tim Maia, no Recreio, ao Aterro do Flamengo, Danilo sentiu o calor humano, ouviu os aplausos, os gritos de força, a admiração dos próprios atletas e do público. São sensações únicas que arrepia a pele e emociona. Isso sem contar a oportunidade de estar correndo bem próximo à natureza dessa cidade deslumbrante. “Correr ouvindo o barulho do mar foi algo indescritível. Também adorei a parte do túnel com clima de boate e música alta”, conta Danilo.

Largamos com a elite feminina, meia-hora antes, e corremos muitos quilômetros no Recreio com a pista vazia até sermos alcançados pela elite masculina e pelos corredores amadores. Cada pessoa que passava deixava uma palavra amiga. Foi lindo. A força dos amigos e conhecidos pelo caminho também foi demais. O nosso mestre da Saudável Confraria, o Ironman, Roberto Bittar, até fez um vídeo nosso durante o percurso. “A Maratona do Rio foi completa para mim”, enfatiza Danilo.

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Jornalista, assessor de imprensa do TJMG, Danilo também segue a vida aperfeiçoando seus treinamentos de corrida, ousando e sonhando com todas as conquistas que ainda estão por vir… Apesar de correr desde 2005, ele começou a levar a corrida a sério apenas em 2014. “De uma simples atividade física, a corrida virou um esporte que virou uma realização pessoal”, como ele costuma repetir essa frase que ouviu do Saulo Soares Arruda, ultramaratonista e palestrante de Belo Horizonte e um amigo de treino também.

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Ouse, Danilo! Continue redefinindo o seu impossível.  Não há nada que te impeça de voar… Você já provou isso para si mesmo.

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